quinta-feira, 21 de setembro de 2017

The Breakfast Club (1985)

O Paulo Neto já tem o artigo do "The Breakfast Club" (1985) desde 2012 no blog, e eu finalmente resolvi ver o filme, já se tornava vergonhoso o "fundador" de uma página de nostalgia não ter visto ainda um dos obrigatórios da década de 80. Reproduzo então o texto para o Cine31 de "O Clube" (1985):




"Breakfast Club", somente "O Clube" em Portugal, porque os Deuses das Traduções não conseguiam passar do "O Clube do Pequeno-Almoço". Os manos do Brasil foram brindados com uma nova aventura de Enid Blyton: "O Clube dos Cinco". Traduções à parte, finalmente decidi-me a ver este clássico que integra todas as listas de filmes obrigatórios da década de oitenta. E como nos meus anos de juventude sempre fugi de recomendações para ler, ver ou ouvir, aqui estou eu, mais de três décadas depois da estreia da fita (7-2-1985 nos EUA, 5-9-1985 em Portugal) a tentar perceber porque é tão famoso.


A sinopse é extremamente simples, um grupo de cinco jovens estudantes oriundos das várias tribos indígenas das escolas norte-americanas (e não só). Os populares Claire (Molly Ringwald) e Andrew (Emilio Estevez), a menina rica e o desportista; os outsiders John (Judd Nelson), Allison (Ally Sheedy) e Brian (Anthony Michael Hall), respectivamente o bad boy pequeno delinquente, a maluca anti-social e o marrão (que não é gordo e nem tem óculos) estão todos condenados a passar um longo sábado de castigo na escola a escrever uma composição sobre eles e o que os levou a ser castigados. Obviamente, nada corre como planeado pelo professor Vernon (Paul Gleason) e além de quebrar as regras da escola e do castigo, o grupo vai conviver e partilhar os seus problemas e ver além da máscara que cada um usa quotidianamente.

Creio que o único filme do John Hughes que assisti anteriormente foi "O Rei dos Gazeteiros" que só apreciei devidamente ao segundo visionamento, e fiquei fã do estilo de realização, do mise en place, da cinematografia, que não é banal nem artificial. Levei boa parte do filme a antecipar como um realizador ou argumentista tarefeiro teria previsivelmente abordado cada um dos actos da fita. Não temos propriamente um 'obstáculo final' a vencer, a não ser o relógio que vai ditar a separação do grupo, e no entanto tudo funciona. Imagino o outrage da comunidade cibernauta se o filme estreasse em 2017 e um dos primeiros diálogos de um dos protagonistas fosse uma proposta de violação em grupo.

Nota: Descobri agora mesmo que "O Meu Tio Solteiro" e "Antes Só Que Mal Acompanhado" também são dele. Como eu abominava estes filmes que me parecia passar na TV 500 vezes.

Trailer:



Ironicamente, mas não acidentalmente, o elemento mais ausente é o mais debatido: os pais (apenas vistos de relance), e a relação do "clube dos cinco" com eles. Mas alcançando fora dos muros caseiros, aborda também a prisão e dependência dos estereótipos, grupos e expectativas na escola. Todo o filme caminha na fina linha entre o divertido e o ridículo, entre o dramático e o choradinho. Sem julgar. O momento mais convencional será porventura o previsível recurso a estupefacientes para facilitar a partilha de sentimentos. Surpreende por resistir a fazer do professor um vilão total, e claro, a banda sonora ajuda  o espectador a imergir na época. Recomendo totalmente, e estou ansioso para o rever.

Texto Original: Cine31 de "O Clube" (1985):

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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

"I'm Too Sexy" Right Said Fred (1991)

por Paulo Neto

Após a épica revelação do novo single de Taylor Swift, "Look What You Made Me", os fãs de música pop mais atentos notaram que a parte do refrão em que o título é repetido tinha o mesmo padrão rítmico do clássico de 1991 "I'm Too Sexy" dos Right Said Fred. Embora essas semelhanças não eram suficientes para levantar acusações de plágio, só para evitar chatices, foi atribuído também créditos de composição aos irmãos Richard e Fred Fairbrass, que assim vêem aumentar o valor dos royalties proveniente da canção que os tornou famosos e que é um clássico incontornável da música de dança do inícios dos anos 90.



"I'm Too Sexy" é daquelas ideias tão básicas (alguns diriam mesmo "parvas") que dão a volta e ficam interessantes. E claro que uma canção em que a letra fala de alguém que se acha sexy demais para tudo só podia ser interpretada por dois irmãos carecas e musculados a mostrar o caparro no videoclip.



Porém antes de falar da história da banda e da canção, há que desfazer duas ideias arreigadas sobre os irmãos Fairbrass: apesar do nome da sua banda, que canta é o Richard, não o Fred (o nome da banda vem de uma canção de 1962 de Bernard Cribbins) e eles não são gémeos: o Richard é o irmão mais velho, nascido a 22 de Setembro de 1953 e o Fred (que na verdade chama-se Christopher) o mais novo, a 2 de Novembro de 1956. Na altura do sucesso de "I'm Too Sexy", havia um terceiro membro da banda, o guitarrista Rob Manzoli, que ao contrário dos manos, tinha uma farta cabeleira e mantinha-se completamente vestido. 

Os irmãos Fairbrass começaram a carreira em finais dos anos 70 na banda The Actors. Durante os anos 80, os dois trabalharam como session musicians para outros artistas. Por exemplo, Richard tocou baixo para nomes como Boy George, Mick Jagger e David Bowie (aparecendo mesmo no videoclip de "Jazzin' For Blue Jean")  e Fred tocou guitarra para Bob Dylan. Em 1989, formaram os Right Said Fred e após algumas flutuações na formação, a banda ficou consolidade com a entrada de Robert Manzoli e em 1991, editaram o álbum de estreia "Up", que continha o hit que os marcaria para a posterioridade. 

Segundo Richard Fairbrass, a ideia para "I'm Too Sexy" ocorreu-lhe durante uma ida ao ginásio, onde observou muitos dos frequentadores em poses narcisistas. Então para fazer troça, resolveu tirar a T-shirt e cantarolar "I'm too sexy for my shirt" diante de um espelho e o resto foi história, com a letra a evoluir para uma paródia do mundo da moda, que na altura estava a ganhar uma notoriedade mediática nunca antes vista.

Os Right Said Fred originalmente gravaram a canção como um tema indie-rock, que foi rejeitado por várias editoras. Um radialista sugeriu-lhes que regravassem como uma canção dançável e eles aceitaram a ideia. O DJ Tommy D reconstruíu a faixa em torno dos arranjos vocais originais e Rob Manzoli adicionou um riff de guitarra emprestado de "Third Stone From The Sun" de Jimmy Hendrix. 


Graças à sua nova roupagem dançável, o recorte humorístico e o videoclip,  esta nova versão de "I'm Too Sexy" acabou por se tornar um hit global, chegando ao n.º 1 dos tops de países como Áustria, Austrália, Irlanda e Estados Unidos. No Reino Unido, ficou seis semanas no n.º 2, "bloqueado" pelo épico "Everything I Do (I Do It For You)" de Bryan Adams. Desde então, "I'm Too Sexy" tem sido utilizado e adaptado das mais diversas formas, desde anúncios de rebuçados a bandas sonoras de filmes e séries. Inclusivamente, e não sem ironia, foi adoptado pelo mundo da moda que parodiava, com várias marcas a utilizarem o tema em desfiles ou campanhas publicitárias. O tema valeu também à banda o primeiro de dois prestigiados prémios Ivor Novello.   

O sucesso porém foi agridoce para a banda. Richard Fairbrass referiu algumas vezes que o sucesso de "I'm Too Sexy" teve um lado negro, como o constante assédio dos media (chegaram a ter paparazzis constantemente à porta das suas casas) e o facto de toda a sua carreira ser reduzida apenas por essa canção. Por vezes, os Right Said Fred chegaram mesmo a contrariar os fãs que iam aos seus concertos tocando somente os primeiros acordes de "I'm Too Sexy", ou então a versão de 12 minutos. Mas entretanto, os Right Said Fred (que desde a saída de Rob Manzoli em 1997, passaram a ser basicamente somente os irmãos Fairbrass) parecem já ter abraçado o legado de "I'm Too Sexy", reconhecendo que é graças a esse tema que ainda hoje continuam activos na sua carreira musical.


Embora para muita gente seja difícil lembrar-se de outra canção da banda, a verdade é que os Right Said Fred estão longe de ser "one hit wonders". Aliás em 1992, obtiveram o n.º 1 no Reino Unido que lhes tinha sido negado por "I'm Too Sexy" com o terceiro single "Deeply Dippy" (pelo qual receberam o segundo prémio Ivor Novello). O segundo single "Don't Talk Just Kiss" teve a participação da consagrada cantora soul Jocelyn Brown. 
Pessoalmente, a minha canção preferida dos Right Said Fred é "Wonderman", do segundo álbum "Sex And Travel", que é sobre o Sonic The Hedgehog.
Em 2001, obtiveram um êxito inesperado em países como a Alemanha com "You're My Mate" e o seu single de 2002 "Stand Up (For The Champions)" tem sido utilizado em vários eventos desportivos.

"Don't Take Just Kiss" (com Jocelyn Brown) (1991)



"Deeply Dippy" (1992)



"Wonderman" (1993)



"You're My Mate" (2001)


"Stand Up (For The Champions)" (2002)



Richard e Fred Fairbrass em 2015

À parte da carreira musical, Richard Fairbrass apresentou alguns programas de televisão, como o concurso "Desert Forges". Abertamente bissexual, é também activo na defesa das comunidades LGBT. Em 2007, ele e o irmão foram agredidos na Rússia por um militante ultra-nacionalista. 





domingo, 10 de setembro de 2017

O Circo - Grande Concurso do Leite Chocolatado Gresso (1985)

 Mais um concurso para recortar letras para formar a palavra da marca. O concurso era "O Circo - Grande Concurso do Leite Chocolatado Gresso". A primeira página do anúncio tem o cupão e explica os detalhes, e a segunda página expõe os prémios: computadores, bicicletas, relógios digitais e jogos.

Além da quantia de "200.000$00 a dividir pelas mães dos 5 primeiros contemplados". Se os meus olhos não me falham os prémios eram "ZX Spectrum 48K" e bicicletas BMX. Os outros  premiados levavam jogos de tabuleiro e relógios digitais de que não consigo reconhecer marca ou modelo, mas fazem lembrar aqueles Cásio com calculadora. A senhora do reclame também me parece familiar...


As 6 embalagens de temática circense do leite achocolatado Gresso, e a a parte frontal da embalagem com a vaquinha de flor na boca:


Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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sábado, 9 de setembro de 2017

Sumos Fresky (1985)

Anúncio em formato de um jornal dos sumos de frutos "Fresky", variedades laranja e ananás, com chancela Agros. O jornal tinha conselhos para acampar, brincar e esperar três horas para terminar a digestão antes de mergulhar. A linguagem do primeiro "artigo" é suspeitamente semelhante à que podíamos encontrar nas revistas brasileiras: "Hum! com aquele gostinho de que Você tanto gosta. E pode escolher, aquela gostosura boa da laranja ou o gostinho óptimo do ananás. ai é só colocar bastante gelo e curtir aquele saborzinho bem geladinho. Mas para transar esta delícia, use sempre os sumos de frutos FRESKY, naturalmente." Transar? Se as novelas brasileiras me ensinaram bem, transar tem pouco que ver com sumos de fruta! ..."que delícia!".

Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Concurso Sumos Compal (1985)


Publicidade ao "Concurso Sumos Compal" de 1985.
O próprio anúncio já incluía uma das letras a recortar - também das embalagens dos sumos - para participar no Concurso.
Os prémios, além dos milhares de puzzles, incluíam "dezenas de computadores e bicicletas", mais concretamente 50 computadores "Timex Spectrum 48K" e 50 Bicicletas "Órbita". Tinha impressão que os computadores pessoais da Timex eram clones dos Spectrum da Sinclair, foi olhar na Wikipedia que a Timex e a Sinclair fizeram uma parceria para lançarem juntos novas máquinas baseadas nos anteriores da Sinclair que já eram produzidos pela Timex, incluindo a Timex Portugal, mas talvez algum leitor mais conhecedor possa esclarecer, porque na ilustração realmente parece um ZX Spectrum tradicional...

E claro não podia faltar o slogan: "Compal é mesmo natural".

Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Mickey Story - Caderneta de Cromos (1985)


Publicidade à caderneta de cromos da Panini "Mickey Story", a História do Rato Mickey. A colecção era composta de 360 cromos autocolantes e cada carteirinha de 6 cromos custava 15$00.


Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Pateta & Companhia (1985)

Publicidade de 1985 à revista mensal "Pateta & Companhia", com 64 páginas e 90$00 de preço de capa.


Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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