sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Banquete - Margarina (1973)

Anúncio de ilustrações simples para promover a margarina para culinária "Banquete", com a opão de requisitar a receita da "sugestão da semana", que neste número era "Charlotte" Russa.
Como curiosidade, porque é uma amrca de que não em recordo, encontrei algumas outras imagens  no site da Biblioteca Nacional de Portugal, relativas à publicidade da margarina "Banquete" em 1972:





A Mundial (1974)


Como conquistar os leitores para comprarem uma apólice de Seguro de Responsabilidade Civil - vida Privada "no valor de 500 contos, pelo simples preço de uma assinatura anual de Tele Semana (235$00)"? Montes de texto e um cartoon de um individuo atingido por vaso na cabeça, um flagelo da sociedade dos anos 70, imagino.

Publicidade retirada da revista Tele Semana nº 77, de 12 de Julho de 1974.

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Dempsey e Makepeace (1984-1986)


"Dempsey and Makepeace" (Dempsey e Makepeace em Portugal) foi uma série policial britânica, protagonizada pela dupla do título, o durão Dempsey (o americano Michael Brandon) e a sofisticada Makepeace (a sul-africana Glynis Barber) entre 1984 e 1986 ao longo de 30 episódios distribuidos por 3 temporadas de 10 episódios cada. De estilos, países e “classes” diferentes, ambos integram uma força de elite da polícia londrina, formando uma dupla invulgar, mas com uma atração e química não assumida.

Uma revista "Maria" de 1987 tem uma boa descrição da série e dos seus protagonistas, que passou na RTP-1, às terças-feiras no horário das 21:45h:
Revista "Maria" - Programação 27 de Janeiro de 1987.

"James Dempsey, o rude detective americano de serviço em Londres, e a bela e sensível Harriet Makepeace - agente dos serviços especiais britânicos de luta contra o crime organizado - formam, juntamente com Spikings, um trio invencível na luta contra a marginalidade londrina, a respeito fr personalidades e formações diferentes que conferem a este grupo uma interessante peculiaridade, Ei-los de regresso ao pequeno ecrã, em mais uma aventura a que não faltam nem sequências movimentadas, nem o charme discreto da inconfessada atracção existente entre a britânica e o americano."
O jornal "Diário de Lisboa" tem a descrição do episódio desse dia, o 12º, ou seja, se fosse seguida a ordem dos episódios, o segundo episódio da segunda temporada, que a Wikipedia indica como sendo realizado por outra pessoa:

Investiguei melhor, e reparei que a descrição deste episódio é a do "In The Dark", o 9º episódio da segunda temporada, e não o 2º ("Wheelman"). Erro da RTP, que exibiu os episódios fora de ordem, ou forneceu informações trocadas às revistas e jornais? Provavelmente nunca saberemos!


Como curiosidade, Brandon e Barber fizeram “dupla” novamente em 1989, quando deram o nó na vida real. Sinceramente, no género "parceiros relutantes mas que trabalham bem juntos e até se sentem atraídos" recordo-me muito melhor das aventuras posteriores da dupla americana de "Modelo e Detective" ("Moonlighting" 1985/1989).

O Genérico inicial:


A Caderneta de Cromos abordou esta série no dia 18 de Janeiro de 2011:


Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Tiagra (1974)

Turismo rural no Alentejo, na Quinta de S. Sebastião, perto do rio Guadiana. "Turiagra", "A Turiagra descobriu o seu Alentejo". A ilustrar uma série de actividades entre caça, pescam desportos aquáticos, etc...



Publicidade retirada da revista Tele Semana nº 77, de 12 de Julho de 1974.

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

Maidenform (1974)

Anúncio com destaque para duas senhoras em forma com "Maidenform", cintas e soutiens. Infelizmente a foto não permite apreciar bem as expressões do casal em segundo plano, o homem decerto com cara de alarve macho enquanto contempla a senhora Maindenform; e a mulher deste a tentar disfarçar a inveja.

Publicidade retirada da revista Tele Semana nº 77, de 12 de Julho de 1974.

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Médico de Família (1998-2000)

por Paulo Neto

Se não estou em erro, esta série foi o último programa líder de audiência em Portugal que não era: a) uma telenovela, b) um jogo de futebol ou c) um reality show. Mesmo que não tivesse sido, não há dúvida que a série "Médico de Família" ocupa um lugar de destaque na ficção nacional dos anos 90. A série era adaptada de um original espanhol de 1996, protagonizado por Emilio Aragón e Lydia Bosch (que os portugueses conheciam como apresentadores de "O Jogo do Ganso" na TVI).  



Ao longo de três temporadas, exibidas na SIC entre Janeiro de 1998 e Agosto de 2000, os portugueses acompanharam as aventuras e obstáculos da família Melo. Diogo (Fernando Luís) é um médico num centro de saúde que após perder a esposa num acidente de viação, vê-se a braços a conciliar a profissão e a educação dos seus três filhos: Mariana (Sara Norte), Pedro (Francisco Garcia) e Catarina (Karina Queiroz). Para tal conta com a ajuda do seu pai José (Henrique Mendes) e da empregada Lucinda (Maria João Abreu). Além disso, Diogo também acolhe na sua casa o sobrinho João (Rodrigo Saraiva), após a separação dos pais deste. Presenças habituais no dia-a-dia da família Melo são as de Júlio (Ricardo Carriço) o melhor amigo de Diogo, despreocupado e bon vivant, de Teresa (Rita Blanco), irmã da sua falecida mulher e que se torna a principal figura materna para os sobrinhos, e os sogros de Diogo, Benedita (São José Lapa) e António (Filipe Ferrer).







Do elenco fixo também faziam parte: Rute (Sofia Cerqueira), a melhor amiga de Mariana que nutre uma paixoneta por João; Carlos (Rui Paulo), o namorado de Lucinda; Jaime (José Raposo) o sócio de Carlos; Vítor (Vítor de Sousa), Laura (Manuela Marle) e Tozé (José Boavida), os médicos colegas de Diogo no centro de saúde; Mónica (Leonor Alcácer), a espevitada enfermeira; e o divertido casal vizinho dos Melo, Rosa (Florbela Queiroz) e Vicente (Carlos Miguel). Ao longo das três temporadas, um vastíssimo número de participações especiais passaram pela série, incluindo Alexandra Lencastre, Ana Padrão, Ana Zanatti, Anita Guerreiro, Helena Isabel, João Lagarto, José Afonso Pimentel, Júlio César, Mafalda Vilhena, Marco Horácio, Marco D'Almeida, Paulo Pires, Rui Mendes, Sofia Aparício, Sofia Sá da Bandeira e Virgílio Castelo.  


Numa época em que não havia muitas telenovelas portuguesas (e as que haviam eram da RTP, sem o impacto que teriam na década seguinte), a série teve o condão de prender os portugueses nas noites de terça-feira. O sucesso foi tal que a primeira série viu o número de episódios aumentar de 13 inicialmente previstos para 26. Sob o slogan "A vida tal como ela é" e conjugando bem o melodrama e o humor, "Médico de Família" falou de vários temas como os problemas familiares e financeiros, a transição da infância para a adolescência, o aborto, a droga e a SIDA. O desempenho de todo o elenco destacava-se pela grande competência, dando às suas personagens uma enorme empatia com o público, que de certa forma se revia nelas. 
Apesar de durante a primeira série namorarem outras personagens e de só a partir da segunda temporada terem começado a ver-se como algo mais do que amigos e cunhados, desde cedo ficou claro que Diogo e Teresa iriam acabar juntos. Os dois acabam por casar-se no final da segunda temporada e na terceira, eram pais de um casal de gémeos. 

O protagonista Fernando Luís, que até então dedicava-se mais ao teatro e ao cinema, tornou-se um rosto conhecido e para muitos, foi a primeira vez que Rita Blanco foi vista como uma actriz séria, já que até então era conhecida essencialmente por encarnar personagens cómicas ou pelas figuras amalucadas que fazia em programas como "A Caça ao Tesouro", "A Noite da Má Língua" e "Partir o Coco". Sara Norte também tornou-se uma estrela juvenil devido à serie mas, como se sabe, a sua transição para a vida adulta foi marcada pelo escândalo de que vai aos poucos recuperando. Francisco Garcia já era conhecido de programas como "Os Principais", de séries infantis e anúncios publicitários, sendo daquelas estrelas infantis que custa muito acreditar que hoje é um homem feito (actualmente está na série "I Love It" da TVI). Maria João Abreu teve aqui a sua personagem mais memorável e ainda hoje muitos recordam a sua cantilena durante os seus afazeres de empregada em casa dos Melo "Ó troilaré, ó troilará, vieste p'ra mim, vieste p'ra cá!"
   
Além da versão portuguesa e do original espanhol, "Médico de Família" também foi adaptado em países como Finlândia, Rússia, Alemanha, Hungria, Bélgica e Itália. A adaptação italiana é a mais duradoura, continuando em exibição há mais de catorze anos.    

Genérico (1.ª temporada):


Excerto do 1.º episódio:


Promo SIC (13-12-1998):


   

Philishave (1974)

Creio ter aqui para casa uma destas "Philishave" - ou um modelo um pouco mais recente - guardada num estojo todo catita. Se encontrar, um dia ponho aqui fotos melhores. A Philips utilizou a marca Philishave entre 1939 e 2006, para a sua linha de máquinas de barbear eléctricas, que actualmente ostentam apenas a marca Philips.

Publicidade retirada da revista Tele Semana nº 77, de 12 de Julho de 1974.

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

sábado, 25 de janeiro de 2014

Special Squad / Brigada Especial (1984)


"Special Squad" ("Brigada Especial"), emitida originalmente em 1984 foi uma série policial e de acção made in Australia, para o canal Ten, com um total de 43 episódios. Deparei-me com o título “Brigada Especial" na programação televisiva da RTP-1 de uma terça-feira de 1987, e com a breve descrição do episódio do dia. 
E depois de uns largos minutos a pesquisar por séries anteriores a 1987 com agentes infiltrados acabei por desistir e perguntar aos nossos leitores no Facebook se se lembravam. Agradeço ao Corsário Negro do Facebook por me responder com o video de "Special Squad”.

Como o próprio título indica, a série debruça-se sobre a actividade de uma brigada de elite, no combate ao crime no Estado de Vitória. E assim que passei os olhos no genérico, agitaram-se as escuras águas da memória e fez-se luz:




O trio de detectives protagonistas: o Boss Don Anderson (Alan Cassell) e os seus "braços direitos": Greg Smith (Anthony Hawkins) e Joel Davis (John Dietrich), o "músculo" e o "diplomata" respectivamente, sempre prontos a liderar a equipa de agentes preparados (mental e fisicamente) e equipados (com tecnologia moderna) para enfrentar os criminosos mais perigosos. 
Mais info: "Crawfords". e "TV Rage"

Nota: Aparentemente não tem relação com a série indiana de 2005 com o mesmo nome e premissa semelhante “Special Squad”.

Caro leitor, pode falar connosco nos comentários do artigo, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite-nos também no "Tumblr - Enciclopédia de Cromos".

2º Debut (1974)

Tratamento intensivo da pela para "mulheres já maduras", a loção "2.º Début".

Publicidade retirada da revista Tele Semana nº 77, de 12 de Julho de 1974.

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Speed - Perigo em Alta Velocidade (1994)

por Paulo Neto

Keanu Reeves foi o actor mais cool dos anos 90 pois protagonizou três dos filmes mais cool da década: "Ruptura Explosiva", "Speed" e "Matrix". Reeves (que tem umas pitadas portuguesas no seu cocktail genético) também se notabilizou por alternar blockbusters de acção com títulos indie e de cinema de autor como "A Caminho de Idaho" de Gus van Sant e "Drácula" de Francis Ford Coppolla.



Em 1994, protagonizou um dos maiores blockbusters do Verão desse ano, "Speed - Perigo em Alta Velocidade", ao lado de Sandra Bullock que, apesar de já ter sido notada em "O Homem Demolidor" ao lado de Sylvester Stallone, atingiu o estrelato com este filme. 

Os agentes Jack Traven (Reeves) e Harry Temple (Jeff Daniels) têm como missão salvar umas pessoas presas num elevador num edifício em Los Angeles, sob uma ameaça de bomba. Eles conseguem salvar as pessoas antes que o bombista descubra e exploda o elevador. O bombista toma Harry como refém quando eles o confrontam na cave do prédio, mas Jack salva o colega atingindo-o na perna, distraindo o bombista, que aparentemente morre na explosão.



Dias mais tarde, Jack vê um autocarro vazio explodir e pouco depois recebe um telefonema do bombista, que afinal está vivo. Ele avisa-o que outro autocarro, com vários passageiros a bordo, está detonado com uma bomba que explodirá assim que o veículo baixe dos 80 km por hora. 


Quando Jack entra no autocarro, um dos passageiros, um ladrão que pensa que ele veio prendê-lo, dispara uma arma e atinge o condutor, fazendo com que a passageira Annie Porter (Bullock) seja a nova condutora. Entretanto Harry descobre que o bombista é Howard Payne (Dennis Hopper), um antigo membro da brigada anti-explosivos, que foi forçado a reformar-se contra sua vontade depois de perdido os dedos de uma mão durante uma missão.
Com a ajuda de Annie, após muitos perigos como um voo do autocarro sobre um troço inacabado de estrada, Jack consegue evacuar os passageiros e ludibriar Payne, que os observava através de uma câmara no autocarro. Quando descobre que foi enganado, Payne rapta Annie e arrasta Jack para um confronto final em alta velocidade no metro de Los Angeles. 



Lembro-me que assistir ao filme no cinema foi bastante emocionante e havia alturas em que parecia que eu também estava no autocarro a sentir todos os solavancos. Tudo graças a um excelente trabalho de sonoplastia, premiado com dois Óscares para Melhor Som e Melhores Efeitos Sonoros.


O êxito do filme solidificou o estatuto de Keanu Reeves como herói de acção, tornou Sandra Bullock numa estrela e deu reputação a Jan de Bont (um director de fotografia que se estreava na realização) como realizador de filmes de acção, tendo depois dirigido "Tornado" e um dos filmes "Tomb Raider".
Embora não creditado, o sucesso do argumento do filme deve-se ao conhecido Joss Whedon que reformulou o guião original de Graham Yost, tido como demasiado parecido ao de "Assalto ao Arranha-Céus". Um dos realizadores que tinham sido abordados para dirigir o filme foi Quentin Tarantino, que viria mais tarde a nomear "Speed" como um dos melhores vinte filmes que ele viu desde 1992. 

Em 1997, saíu a sequela "Speed 2 - Perigo a Bordo", também com Sandra Bullock mas com Jason Patric no lugar de Reeves. Mas para quem viu, o melhor é fazer conta que essa sequela nunca existiu.

Trailer:




quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O Nome da Rosa e A Casa dos Espíritos (1984)

Anúncio com cupão de encomenda de dois clássicosda literatura: "O Nome da Rosa" (do italiano Umberto Eco, livro de 1980 que deu origem a um belo filme em 1986 ) e "A Casa dos Espíritos" (da chilena Isabel Allende, livro de 1982, também adaptado ao cinema em 1993, parcialmente gravado em Portugal), postos à venda pela "Difel Difusão Editorial, Lda".

Publicidade retirada da revista Maria Especial de Natal, de 1984.

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Rickety Rocket (1979-1980)


"Rickety Rocket" (1979-1980) foi um segmento integrante do bloco de animações “The Plastic Man Comedy Adventure Show”, mas exibida em Portugal separado na rúbrica “Desenhos Animados” em 1987, na RTP-1.

Eu que sempre apreciei engenhocas, detectives e séries futuristas decerto gostava da série, apesar de recordar pouco mais que a bizarra nave viva Rickety Rocket e o genérico que resume eficazmente tudo o que há a saber sobre esta animação:



Detalhe pouco habitual, as personagens principais são todas negras, alguns anos antes da avalanche de série com a obrigatória “variedade multi-étnica”, como Capitão Planeta, etc. A produção, com um total de 16 episódios -  foi da responsabilidade de Ruby-Spears ( Turbo Teen, The Centurions, Mighty Man and Yukk ).

Mais detalhes: "TV Acres"


Caro leitor, pode falar connosco nos comentários do artigo, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite-nos também no "Tumblr - Enciclopédia de Cromos".

domingo, 19 de janeiro de 2014

A Casa de Irene (1983)


"A Casa de Irene" (nos sites do Brasil apenas como "Casa de Irene" ) foi uma sitcom brasileira, da TV Bandeirantes, emitida no ano de 1983. Esta comédia liderada por Nair Belo (a Irene do título, a matrona de uma familia italiana) desenrolava-se na pensão de Irene e a comédia fluia a partir das confusões desencadeadas pelos inquilinos “residentes” e os actores convidados especiais.

 
No elenco fixo, além de Nair Belo, estavam a desempenhar os peculiares inquilinos actores como Gianfrancesco Guarnieri, Flávio Galvão, Elias Gleizer, Taumaturgo Ferreira, Françoise Forton, Laura Cardoso e Neuza Borges.
Em Portugal, foi exibida na RTP-1 em 1987 (pelo menos), nas noites de Segunda-feira, desde 07 de Setembro de 1987, como se vê nesta sinopse do 1º episódio ( retirado do Diário de Lisboa):
Mesmo a quem nunca assistiu à série, decerto o titulo fará lembrar a música “A Casa de Irene" (cantada por Agnaldo Timóteo em 1965 e que serviu de inspiração para GeraldoVietri escrever a série) ou a original “A Casa d’Irene" (de Nico Fidenco, também de 1965). Consta que a italiana era o tema de abertura da série. Um rebuçado a quem conseguir encontrar um video!!

Atenção: não confundir com o filme homónimo de 1991, o drama/erótico “A Casa de Irene”, que não se passava numa pensão, mas num bordel/casa de massagens… Vejam algumas fotos aqui.

Mais detalhes sobre a sitcom: InfanTV - Casa de Irene.

Caro leitor, pode falar connosco nos comentários do artigo, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite-nos também no "Tumblr - Enciclopédia de Cromos".

sábado, 18 de janeiro de 2014

Claxon (1991)

por Paulo Neto

Na categoria "Séries-nacionais-que-já-deviam-ter-sido-editadas-em-DVD", impõe-se a inclusão de "Claxon" que teve 13 episódios exibidos pela RTP entre Março e Junho de 1991 aos sábados à noite e que graças à RTP Memória (obviamente) tive agora oportunidade de rever.





A série da autoria do ominipresente António Avelar Pinho e de António Cordeiro (que também protagonizava), com realização de Henrique Oliveira, transportava-nos para um universo paralelo num tempo que misturava o passado (anos 30 e 40) e o presente (anos 90) e para uma cidade simplesmente denominada Grande Cidade, que era um misto de Lisboa com Chicago, num interessante exercício de subverter e aportuguesar a estética film noir americano. Aliás a série foi filmada em 35mm como se de material para cinema se tratasse.

Ricardo Carriço (Rick Planeta)
Margarida Reis (Ruby)
Jorge Nogueira (Bill Bao)
António Paulos (Inspector Caroço)
Tomás Machado (Ajudante)


António Cordeiro encarnava o detective privado Joe Claxon, um homem que por detrás da sua expressão taciturna e de uma calma fria e desconcertante, esconde uma extrema astúcia e um inusitado poder de sedução para com o sexo feminino. A sua catchphrase era "De dinheiro, falamos depois".  As outras personagens do elenco fixo eram Ruby Tuesday (Margarida Reis) a secretária de Claxon, aparentemente imune aos charmes do detective; Rick Planeta (Ricardo Carriço), jornalista e melhor amigo de Claxon; Bill Bao (Jorge Nogueira), o dono do bar habitualmente frequentado pelo detective; o inspector Bob Caroço (António Paulos) o bronco e intratável agente da polícia, sempre às turras com Claxon; e o assistente deste (Tomás Machado), do qual nunca se sabe o nome, sempre pronto a deitar água na fervura das fúrias do seu chefe. Os nomes das personagens, tão deliciosamente cliché, eram por si só outra marca da série (April May, Justin Case, Barbara Blue, Bobby Flash, Comandante Nutty Shark, Eva Niceday, Norman Dias).

Rui Reininho como Matt Maracas
Lena Coelho como a stripper Marvel Comix

Ao longo dos treze episódios, vários nomes fizeram participações especiais. A mais conhecida foi a de Rui Reninho, na sua primeira incursão na representação, no episódio "Bolero" no papel de Max Maracas, um dúbio proprietário de um clube nocturno de música latina. Também recordo Lena Coelho no papel de uma stripper na mira de um sádico assassino de outras colegas suas e que não resiste a uma noite com Claxon. Também por lá passaram nomes como Carmen Dolores, Sofia Sá da Bandeira, Rute Marques, Helena Laureano e Ana Padrão. 


A banda sonora da série teve direito a edição em disco, incluindo o tema do genérico da autoria de Naná Sousa Dias (obviamente que uma série assim pedia uma valente saxofonada), e canções de Rui Veloso, Lena Coelho, Zé Nabo & os Optimistas, Ramón Galarza e Tim dos Xutos & Pontapés, com o tema "A Grande Cidade".



Genérico:


Em jeito de conclusão e para mostrar como a série ficou na memória de muita gente, houve um episódio do programa do Bruno Aleixo em que este, durante uma entrevista a Ana Bacalhau dos Deolinda, defende um mito urbano de que "o actor que fazia de Claxon" ficou tão farto de toda a gente lhe chamar Claxon que uma vez agrediu "um homem com um bebé ao colo".



Nota: Os 13 episódios estão (por) agora disponíveis no "Arquivo RTP": "Claxon". Obrigado ao leitor Rui Alves de Sousa pelo aviso! 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

"Tarzan Boy" - Baltimora


Tarzan Boy. Esta música é para mim sinónimo do inesquecível programa "Caderneta de Cromos". E portanto foi com grande alegria que encontrei este single em vinil numa feira de velharias, então resisti a colocá-lo na minha sacola e fugir a grande velocidade. Estou a brincar, paguei antes. Decerto que tinha ouvido o tema anteriormente, mas o programa que deixou tantos crómos orfãos quando terminou em 2012, marcou esta canção de italo disco na minha mente na manhã do dia 29 de Dezembro de 2009:
Comprei a edição portuguesa do single produzido pela EMI, mas fabricado em Portugal por Vecemi - Música e Discos, Lda:

A capa frontal do vinil:
Repare-se no cuidado gráfico, aparentemente criado com a intenção de ferir os olhos de quem comtemplasse esta bela ilustração de um Tarzan mais homem que "boy", a não ser que o "boy" seja o macaco no braço do Tarzan (e quem seria mãe do "rapaz"? Bom, é melhor ficar por aqui)... Na parede de tijolos verdes, três molduras com fotos de selva e do céu (!) da selva.
Quem encheu as capas do vinil de beijos carregados de batom deve ter ficado com os lábios inchados, visto que vendeu balúrdios a nível mundial e até tocou no terceiro filme das Tartarugas Ninja (1993). Ainda em 1985 foi incluido no álbum Living in the Background, precisamente o álbum de estreia dos Baltimora.


Este êxito dos anos 80, tinha igualmente um vídeo invulgar, com muita coreografia em frente a um ecrã verde, e uma enchurrada de efeitos "vídeo" em redor de um individuo vestido com uma pele de leopardo por debaixo de um casaco que deve ter o fecho partido, porque está sempre a abrir-se para revelar a musculatura e vestimenta pintalgada deste aprendiz de Tarzan que durante a música vai emulando os famosos gritos do Homem Macaco.

Lado A: "Tarzan Boy":


No Lado B: "Tarzan Boy (DiscJockey Version)":



Podem ouvir também a versão "Tarzan Boy (Summer Version)".

Os responsáveis por este hit sobre a solitária vida do jovem Tarzan na selva, foram o grupo Baltimora, que como muitos projectos da altura consistia em vários músicos na sombra, incluindo Jimmy MacShane que aparece no vídeo, mas que segundo algumas fontes apenas fez playback com a voz de outro membro Maurizio Bassi, o teclista. Mais detalhes na Wikipédia: "Baltimora".

Os créditos em ambos os lados do vinil:

Várias versões foram gravadas por outras bandas, cliquem nos links para ouvir e digam-me qual é a pior: Modern Romance (ainda em1985), Bango (2006), Bad Influence (20089 e DJ Bobo (2010). Disse-me o colega Paulo Neto que em 2003 Daz Sampson reciclou a melodia em "The Woah Song", e - num campeonato à parte - "Tás um Boy" dos tugas Cabaré Fortuna, que confesso anda desde 2009 no meu leitor de mp3.
A personagem  Tarzan foi criada em 1912 por Edgar Rice Burroughs (John Carter Of Mars), que apesar de visionário decerto nunca sonhou ver a sua criação literária como êxito musical electrónico, trinta e cinco anos depois da morte do escritor.

Quero saber quem teve este vinil!

Caro leitor, pode falar connosco nos comentários do artigo, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite-nos também no "Tumblr - Enciclopédia de Cromos".
 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

"Susanna" The Art Company (1984)

por Paulo Neto

Houve várias canções nos anos 80 com nomes de raparigas, mas apenas uma conseguiu tornar-se célebre tanto na versão em inglês como na versão em português. Claro que falo de "Susanna" dos holandeses The Art Company e prontamente versionada em português pelos Queijinhos Frescos. Com esta dose dupla, as Susanas deste país tiveram que suportar durante anos a fio coros espontâneos a trautearem o refrão. Até eu próprio cheguei a apanhar por tabela, quando no 7.º ano os meus colegas descobriram que eu tinha um fraquinho por uma Susana e durante para aí uma semana só para me chatearem, lá cantarolavam "Susana, Susana..."



Os VOF De Kunst (nome original da banda) foram fundados em 1983 na cidade holandesa de Tillburgo. A versão holandesa, "Suzanne", foi o seu primeiro single e foi um sucesso imediato nos Países Baixos. Quando a versão em alemão também escalou os tops na Alemanha, a banda decidiu gravar uma versão em inglês sob o nome de The Art Company e inevitavelmente "Susanna" tornou-se um hit em toda a Europa Ocidental, incluindo Portugal.

A história da canção é bem simples e muitos de nós podemo-nos identificar nela. O vocalista Nol Havens conta que finalmente está sozinho com a tal Susanna que há muito andava de olho, uma música a tocar, estão os dois no sofá, cada vez mais próximos, ele vai avançando, põe o braço à volta dos ombros dela, mexe-lhe no cabelo, ela não parece oferecer resistência, a coisa promete...mas toca o telefone e é engano. Para desgraça dele, esse momento estragou toda a atmosfera romântica, a Susanna recuperou a lucidez e agora só quer conversar e nem pensar em lhe deitar a mão. Eu só tinha quatro anos quando a canção foi editado e ainda não sabia nada de inglês, mas lembro que gostava quando tocava na rádio por dois motivos: os ruídos de encorajamento ao vocalista quando ele tenta engatar a Susanna e a interrupção da música durante a cena do telefone, onde se nota bem a frustração dele.



Como ainda não tinham surgido os Ministars ou os Onda Choc, eram os Queijinhos Frescos que na altura tinham o monopólio das versões infanto-juvenis em português de hits estrangeiros e por isso foram eles que em 1985 versionaram a canção. Como na altura o Queijinho que cantava ainda não tinha idade para pensar em engatar miúdas, na versão em português, ele apenas acusa a tal Susana de ser muito vaidosa e rezava o refrão: "Susana, Susana, Susana, não gastes o espelho!"


Nos anos 90, a canção também foi gravada em espanhol em 1992 por um Ricky Martin pré-fama e em 1995 por Marco Paulo

Os VOF De Kunst/The Art Company não tiveram mais nenhum hit internacional mas continuaram a ter algum sucesso no seu país ao longo da década de 80. Hoje em dia, dedicam-se mais a compor música para produções teatrais mas ainda actuam ocasionalmente. Em 2013, editaram um álbum de canções de Natal, o primeiro registo em disco da banda desde 1994. 


Tulicreme

Um nome conhecido desde há várias décadas (em Portugal desde 1964) na categoria "barrar cremes deliciosos carregados de calorias em fatias de pão", o "Tulicreme" promovia neste anúncio um concurso para ganhar uma mochila (ver imagem acima) com a face do rechunchudo ursinho versão anos 80. Vejam no blog "Desenhos Animados" outras publicidades do Tulicreme: "Reclames - Tulicreme"
Detalhe das variedade de Tulicreme Caramelo e Tulicreme Cacau:
Para ganhar a mochila bastava juntar e enviar 12 pontos das tampas. Ou por alternativa, 8 pontos mais 300$00 ou 5 pontos + 500$00. Aqui em casa nunca foi hábito termos este género de guloseimas, talvez felizmente, senão nesta altura deveria pesar o dobro...

Caro leitor, foi dos felizardos a possuir esta mochila?

A fonte desta foto é o Paulo Gomes, que além de colaborar na Enciclopédia, tem uma página no Facebook que aconselho a visitar: "Ulisses31".

Caro leitor, pode falar connosco nos comentários do artigo, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite-nos também no "Tumblr - Enciclopédia de Cromos".
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...